segunda-feira, 14 de novembro de 2016

O Chamado para o Ministério.


1º Timóteo 3:1 Fiel é a palavra: se alguém almeja o episcopado, excelente obra almeja.

Graça e paz da parte de Deus nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo. Escrevo esta carta irmão Fernando para lhe orientar no que diz respeito ao chamado Ministerial e a Disciplina nas Igrejas.
Quando alguém é chamado e vocacionado por Deus para exercer o ministério pastoral recebe uma responsabilidade, um desafio e um trabalho muito maior que toda sua capacidade física, emocional ou intelectual poderia conseguir realizar. É chamado para cumprir uma missão muito além de suas forças, intelecto ou influência. Terá que tratar com pessoas de todos os tipos (temperamentos, formação, costumes), e acima de tudo, terá que liderar de forma que essas pessoas rumem ao crescimento e maturidade espiritual. Além de pregar, ensinar, treinar, discipular, visitar, administrar, liderar, aconselhar e estar presente em atividades e circunstâncias diversas terá que se preparar sempre em oração, consagração, meditação e estudo da Palavra de Deus. O rebanho do Senhor deve ser tratado com o máximo de responsabilidade e amor. Por isso, o pastor terá muitas vezes que renunciar seus próprios interesses e planos em prol da edificação da congregação da qual Deus permitiu que apascentasse. Além dessas tarefas que mencionei e de outras próprias do ofício pastoral (Batismo, Ceia, Casamentos, etc…), do pastor é exigido disponibilidade. É um trabalho de 24 horas diárias. É um trabalho de tempo integral. Essa exigência do rebanho e penso da própria missão de pastorear, vê-se implícito no ministério do Senhor Jesus, de Paulo, Pedro, Timóteo, Tito e dos demais apóstolos e em todo o NT. É um trabalho que requer saúde mental, física, emocional e espiritual. É um serviço que requer esforço, dedicação, responsabilidade e renúncia. Além disso, a missão de pastorear exige a atualização contínua, o aperfeiçoamento das metodologias e das práticas, bem como o constante mergulho na infinitude do conhecimento bíblico. O pastor deve sempre buscar aprender teoricamente (cursos, atualizações, etc…) como também na sua experiência do dia-a-dia pastoral. Aprender a ouvir a Deus cada vez mais e também as pessoas. Reconhecer que é servo e depende de Deus para fazer o trabalho e que o rebanho não é dele, mas do Senhor, e que foi chamado para levar esse rebanho ao bom alimento, boa água, descanso e a proteção do Bom Pastor, Cristo. E, finalmente, precisa crer que todo esse trabalho, mesmo com lágrimas e muitas vezes, mesmo com ingratidões e decepções em outras, não é vão no Senhor.
Dentro do espectro da vocação ministerial, é relevante considerar, de acordo com as epístolas de 1 e 2 Tessalonicenses (os livros mais explícitos sobre a obra do ministério), as responsabilidades básicas do pastor, que são:
• Orar – 1 Ts 1.2,3; 3.9-13
• Evangelizar – 1 Ts 1.4,5, 9,10
• Capacitar – 1 Ts 1.6-8
• Defender – 1 Ts 2.1-6
• Amar – 1 Ts 2.7,8
• Labutar – 1 Ts 2.9
• Exemplificar – 1 Ts 2.10
• Liderar – 1 Ts 2.10-12
• Alimentar – 1 Ts 2.13
• Vigiar – 1 Ts 3.1-8
• Alertar – 1 Ts 4.1-8
• Ensinar – 1 Ts 4.9-5.11
• Exortar – 1 Ts 5.12-24
• Encorajar – 2 Ts 1.3-12
• Corrigir – 2 Ts 2.1-12
• Confrontar – 2 Ts 3.6,14
• Resgatar – 2 Ts 3.15