Está
na hora de a Igreja de Jesus abandonar a concepção de que discipulado é um
ministério da igreja que se preocupa com novos convertidos.
Discipulado também não é apenas um encontro semanal para estudar a Bíblia,
cantar e passar alguns momentos de comunhão e oração. Discipulado vai, além
disso.
Seria bom se pudéssemos perguntar: “O que será que Jesus tinha em mente? O discipulado que Ele praticou produziu personalidades expressivas. À maneira de Jesus discipular deu origem a homens e mulheres que impactaram a sociedade em que viviam”.
O discipulado praticado por Jesus forjou homens e mulheres que mudaram a história de suas próprias vidas assim como a história de sua região. Alguns chegaram a influenciar as personalidades das grandes potências da época.
O discipulado de Jesus produziu líderes, que por sua vez geraram outros líderes. Precisamos avaliar e reavaliar nossos conceitos sobre discipulado.
Muitos líderes estão desanimados com os resultados que estão alcançando no discipulado que desenvolvem. Isto pode estar acontecendo pelo fato de estes líderes estarem desenvolvendo um discipulado pouco parecido com o de Jesus. Gostaria de apontar inicialmente alguns enganos sobre discipulado.
Primeiro, achar que o discipulado foi uma estratégia usada por Jesus para alcançar apenas o homem daquela época e daquela cultura. Para estes, o discipulado poderia funcionar em pequenas aldeias, onde Pedro conhecia João, Levi, Tiago.
As pessoas não tinham tanta coisa para fazer, chegavam cedo em casa, não tinham televisão, nem internet, não tinham cursos noturnos nem eram funcionários de empresas que exigem trabalho em horas extras.
Seria bom se pudéssemos perguntar: “O que será que Jesus tinha em mente? O discipulado que Ele praticou produziu personalidades expressivas. À maneira de Jesus discipular deu origem a homens e mulheres que impactaram a sociedade em que viviam”.
O discipulado praticado por Jesus forjou homens e mulheres que mudaram a história de suas próprias vidas assim como a história de sua região. Alguns chegaram a influenciar as personalidades das grandes potências da época.
O discipulado de Jesus produziu líderes, que por sua vez geraram outros líderes. Precisamos avaliar e reavaliar nossos conceitos sobre discipulado.
Muitos líderes estão desanimados com os resultados que estão alcançando no discipulado que desenvolvem. Isto pode estar acontecendo pelo fato de estes líderes estarem desenvolvendo um discipulado pouco parecido com o de Jesus. Gostaria de apontar inicialmente alguns enganos sobre discipulado.
Primeiro, achar que o discipulado foi uma estratégia usada por Jesus para alcançar apenas o homem daquela época e daquela cultura. Para estes, o discipulado poderia funcionar em pequenas aldeias, onde Pedro conhecia João, Levi, Tiago.
As pessoas não tinham tanta coisa para fazer, chegavam cedo em casa, não tinham televisão, nem internet, não tinham cursos noturnos nem eram funcionários de empresas que exigem trabalho em horas extras.
Numa
sociedade assim tão simples como a de algumas dessas aldeias, o discipulado
poderia ser praticado.
Poderia se falar em amar ao próximo, perdoar os inimigos, deixar-se bater na outra face, levar as cargas uns dos outros, ensinar uns aos outros e assim por diante.
Não é possível acreditar nesta mentira.
O discipulado pode ser perfeitamente praticado pelo o homem moderno. Concordo que a sociedade dos aldeões galileus era extremamente diferente da sociedade moderna.
Entretanto, o homem de hoje continua sendo o mesmo dos tempos da igreja primitiva. Ambos tinham problemas com corrupção, racismo, opressão, econômica, ganância, abuso de poder, legalismo religioso, pobreza, injustiça social, violência, fome, imoralidade.
Outro engano é reduzir o discipulado a mais uma onda da igreja de nossos dias.
Creio que quase todos já pudemos viver ou mesmo observar a passagem de algumas "ondas" em nossas vidas.
Ondas surgem com grande intensidade, causam agitação, despertam motivações, promovem movimento.
Poderia se falar em amar ao próximo, perdoar os inimigos, deixar-se bater na outra face, levar as cargas uns dos outros, ensinar uns aos outros e assim por diante.
Não é possível acreditar nesta mentira.
O discipulado pode ser perfeitamente praticado pelo o homem moderno. Concordo que a sociedade dos aldeões galileus era extremamente diferente da sociedade moderna.
Entretanto, o homem de hoje continua sendo o mesmo dos tempos da igreja primitiva. Ambos tinham problemas com corrupção, racismo, opressão, econômica, ganância, abuso de poder, legalismo religioso, pobreza, injustiça social, violência, fome, imoralidade.
Outro engano é reduzir o discipulado a mais uma onda da igreja de nossos dias.
Creio que quase todos já pudemos viver ou mesmo observar a passagem de algumas "ondas" em nossas vidas.
Ondas surgem com grande intensidade, causam agitação, despertam motivações, promovem movimento.
No
meio do povo onda é aquilo que é moderno, novo. Onda, na verdade, é um modismo;
portanto, tem um caráter efêmero. Quando nos referimos a uma onda, logo
percebemos que se trata de algo de duração relativa e que em algum momento
passará.
Embora as ondas aconteçam no mundo, frequentemente, elas surgem e se desenvolvem no seio da Igreja.
Embora as ondas aconteçam no mundo, frequentemente, elas surgem e se desenvolvem no seio da Igreja.
A
igreja de Jesus Cristo já viveu grandes ondas. Nestes últimos anos a igreja tem
sido assolada por sucessivas ondas (gostaria de explicar a intenção destas
citações: não se trata de crítica ou reprovação às igrejas ou a comunidades que
as praticam, mas estou ressaltando a ênfase dada durante algum tempo a estes
assuntos):
- onda das revelações, dos dentes de ouro, cair na presença do Senhor, onda do sopro do Espírito, da unção do riso, da prosperidade, da saúde perfeita, da batalha espiritual, das maldições hereditárias, da cura interior, onda das missões, do louvor, do evangelismo explosivo, do crescimento da igreja, onda...
Lamentavelmente muitos pastores e líderes acreditam que discipulado é uma onda. Como tal, é um modismo que não deveria merecer atenção. Será que o discipulado pode ser considerado uma onda?
A igreja de Jesus, vez ou outra é varrida por ventos doutrinários, modismos e ondas de ensinos que somente contribuem para retalhar a unidade do Corpo de Cristo - a Igreja - que é o seu povo. Povo este que deveria ser conhecido por sua unidade interna e intensa comunhão entre as mais variadas partes, membros e juntas de seu corpo.
Neste polo também transitam as igrejas que enfatizam de maneira desmedida apenas um ou dois aspecto do ministério, como só louvor, ou só missões, ou só pregação expositiva, ou só assistência social, ou evangelismo, ou batalha espiritual, ou só manifestação de dons do Espírito.
Creio que as pessoas da sociedade que nos cercam já estão cansadas de ser manipuladas. Elas logo, logo estarão à busca de igrejas equilibradas. Igrejas que cuidem delas como ovelhas. Numa época em que, a cada dia, o ser humano perde o seu valor, uma época em que as pessoas se veem substituídas por máquinas e equipamentos, época que tem se caracterizado pela conveniência, pelo interesse escuso, as pessoas estão à procura de alternativas onde possam ser valorizadas, ou pelo menos ser respeitadas e tratadas com dignidade. Será que a Igreja é uma opção que supre estas expectativas?
Outro engano é confundir "fazer convertidos" com "fazer discípulos". Ao invés de entenderem a conversão como ponto de partida para a aventura de tornar-se semelhante a Cristo, considera-se ponto de chegada, como se o mais ficasse para ser resolvido no céu. Fazer discípulos é uma tarefa artesanal. Toma tempo, dá trabalho e requer dedicação e engajamento.
Outro engano: transferir a tarefa para a Igreja institucional.
Muitos líderes da Igreja acreditam que podem cumprir a Grande Comissão através de eventos e programas formais com séries de conferências e classes dominicais. Estes cristãos são especialistas em convidar um descrente para ir ao templo, mas entendem muito pouco sobre compartilhar a vida de Jesus.
Tratam o discipulado como programa e não como processo. Acreditam que o sujeito que faz o curso de "12 lições" e é assíduo às reuniões dominicais já está discipulado.
Eu não me iludo com igrejas lotadas.
Prefiro me preocupar em equipar os santos para que eles desempenhem o seu serviço.
Prefiro saber se estamos ou não ajudando os membros da Igreja Cristã a ser cada vez mais parecidos com Jesus.
Prefiro saber onde estão aqueles que não desistiram de fazer discípulos.
Prefiro promover um ajuntamento de discipuladores e de discípulos do que um show ou uma manifestação megalomaníaca com muito barulho, mas quase sem nenhuma mensagem compreensível e de pouca ajuda para quem quer realmente encontrar a verdade e que está atrás de soluções práticas para os seus problemas do dia a dia, e que não se contenta com superficialidades religiosas.
Por último, Discipular é uma ordem. Não fazer discípulos é uma desobediência, portanto um pecado. Mas, acima disto, discipular é um privilégio.
- onda das revelações, dos dentes de ouro, cair na presença do Senhor, onda do sopro do Espírito, da unção do riso, da prosperidade, da saúde perfeita, da batalha espiritual, das maldições hereditárias, da cura interior, onda das missões, do louvor, do evangelismo explosivo, do crescimento da igreja, onda...
Lamentavelmente muitos pastores e líderes acreditam que discipulado é uma onda. Como tal, é um modismo que não deveria merecer atenção. Será que o discipulado pode ser considerado uma onda?
A igreja de Jesus, vez ou outra é varrida por ventos doutrinários, modismos e ondas de ensinos que somente contribuem para retalhar a unidade do Corpo de Cristo - a Igreja - que é o seu povo. Povo este que deveria ser conhecido por sua unidade interna e intensa comunhão entre as mais variadas partes, membros e juntas de seu corpo.
Neste polo também transitam as igrejas que enfatizam de maneira desmedida apenas um ou dois aspecto do ministério, como só louvor, ou só missões, ou só pregação expositiva, ou só assistência social, ou evangelismo, ou batalha espiritual, ou só manifestação de dons do Espírito.
Creio que as pessoas da sociedade que nos cercam já estão cansadas de ser manipuladas. Elas logo, logo estarão à busca de igrejas equilibradas. Igrejas que cuidem delas como ovelhas. Numa época em que, a cada dia, o ser humano perde o seu valor, uma época em que as pessoas se veem substituídas por máquinas e equipamentos, época que tem se caracterizado pela conveniência, pelo interesse escuso, as pessoas estão à procura de alternativas onde possam ser valorizadas, ou pelo menos ser respeitadas e tratadas com dignidade. Será que a Igreja é uma opção que supre estas expectativas?
Outro engano é confundir "fazer convertidos" com "fazer discípulos". Ao invés de entenderem a conversão como ponto de partida para a aventura de tornar-se semelhante a Cristo, considera-se ponto de chegada, como se o mais ficasse para ser resolvido no céu. Fazer discípulos é uma tarefa artesanal. Toma tempo, dá trabalho e requer dedicação e engajamento.
Outro engano: transferir a tarefa para a Igreja institucional.
Muitos líderes da Igreja acreditam que podem cumprir a Grande Comissão através de eventos e programas formais com séries de conferências e classes dominicais. Estes cristãos são especialistas em convidar um descrente para ir ao templo, mas entendem muito pouco sobre compartilhar a vida de Jesus.
Tratam o discipulado como programa e não como processo. Acreditam que o sujeito que faz o curso de "12 lições" e é assíduo às reuniões dominicais já está discipulado.
Eu não me iludo com igrejas lotadas.
Prefiro me preocupar em equipar os santos para que eles desempenhem o seu serviço.
Prefiro saber se estamos ou não ajudando os membros da Igreja Cristã a ser cada vez mais parecidos com Jesus.
Prefiro saber onde estão aqueles que não desistiram de fazer discípulos.
Prefiro promover um ajuntamento de discipuladores e de discípulos do que um show ou uma manifestação megalomaníaca com muito barulho, mas quase sem nenhuma mensagem compreensível e de pouca ajuda para quem quer realmente encontrar a verdade e que está atrás de soluções práticas para os seus problemas do dia a dia, e que não se contenta com superficialidades religiosas.
Por último, Discipular é uma ordem. Não fazer discípulos é uma desobediência, portanto um pecado. Mas, acima disto, discipular é um privilégio.